sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bem Sabia!

Bem ti vi na beira do jardim!
Fiquei feliz além da nota!
Bem ti vi rodeando a Flor Seca...
Preocupei, mas, somente espiei!

Bem ti vi dançando em nota.
Bem ti vi beijando em verbo!
Bem ti vi lá no abacateiro
Visitando o Sabiá!


Tudo Realmente Acabou!

Dos  caracóis do meu cabelo
Não doei nem um cacho para ti.
Das ideias enroladas na cabeça
Não alisei nem o amor que sinto por ti.
Do sorriso coringa que dos meu lábios saiu
Não foi para ti que os meus olhos sorriram.

Mas da ardente vontade do corpo,
Do pulsar do coração,
Do grito não solto,
Das brigas sem nexo...
Guardei para ti meu amor e loucura.

O meu coração eu doei
E solto te deixei
Voltar não voltou...
Mas, que pena!
Você não me liberou...

Da Laranja, Eu Quero A Polpa!

Da serena flor da laranjeira
Eu roubei o cheiro,
O brilho das folhas,
E o gosto do fruto
Para virar Carmélia
E ter você no futuro.

Da Metamorfose Do Tempo

E se a alegria da sorte me faltar
Contarei com a tristeza da presença da dor.

Se a saúde me abalar e  a vida se findar
Contarei com a beleza das tardes,
Chuvosas ou ensolaradas,
Para me alegrar nos últimos dias.

E se o chão se abrir e lá no fundo eu cair
Da vala farei a minha morada e uma rosa colocarei na sacada.

Se a sorte do lucro não me visitar
Amargando no coração serei a pedinte com um belo sorriso,
E um belo conselho para as moças bem ditas.

Mas se, e somente se, no final da história você lá não estiver
De nada valeu superar a dor,
Ter uma flor,
Um belo sorriso
Ou ser a bendita das bem ditas.





Diário

Acordei.
Levantei.
Café tomei.
Banho também.
Mal me arrumei.
Maquiagem? Nem sei.
O cabelo não arrumei.
Se de manhã saí em cacos,
À noite voltei só o pó!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Metamorfoseando: Uma Tentativa de Explicar Senssações

Por Ana Carolina Ferreira

Das batalhas escandalosas , abençoadas são as mulheres.
Reféns do mais alto padrão capitalista, são responsáveis pelas mazelas do mundo.
Bem ou mal, mau ou bom; mulheres andam de calça e salto alto.

Saiões, batons vermelhos, unhas raras, cabelos longos ou curtos.
As mulheres exigem respeito as suas decisões. São a própria fúria popular!
O seu grito não é nostálgico, querem o gozo sem desaforo.

Donas do próprio corpo, não conseguem ainda fazer a sua vontade...
Satisfações impróprias e eficazes...
O homem ainda observa a mulher como acessório de consumo.

Se dá é inescrupulosa e vulgar, se não dá é a santa que com toda a certeza é a do pau oco.
Paus a guela abaixo, não é suportável a náusea que o machismo dá.
Caráter baixo, incapaz de estar lado a lado de sua companheira, a pseudo-esquerda e a direta (pobre ou rica) não entende a opressão.

Ser mulher requer coragem, vontade e postura suprema.
 Ser mulher nos dias de hoje é ser sublime e ser rara em seus excessos.


A Solidão da Rara Rosa


Ana Carolina Ferreira

A dor tem cor e tem cheiro.
A dor  tem apego e desalento.
A dor tem força e fraqueza.

No incio a dor era raiva
Era transtorno
Era maneira

Aí vira pressão,
Opressão
E auto-repressão

Em um dado momento,
E não sei dizer bem quando,
A dor vira solidão...
Perde o gosto... do sabor ao cheiro!
Vira angustia, silêncio e depressão...