quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Versos soltos

Em plena metamorfose da caixa surreal do viver..eis que ressurge...
Chama de amor, que queima e vem de dentro
Nitroglicerina para o corpo que erradia
Coração em sentinela
O Cérebro não dá conta...
A velha senhora já quase nem respira
Face tristonha
Magra por dentro
Obesa por fora
Já não lê
Já não se trabalha...
Aqui jaz um coração

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sua Face


Ana Carolina Ferreira

Assim como a mulher 
A Lua
Assim como a Lua
São as fases
Assim como as fases
A vida
Assim na minha vida
Você!

sábado, 24 de agosto de 2013

Felicidade



Me roubam muita coisa!
Me sobra muita falta...
roubam a minha roupa,
o meu dinheiro,
minha estrutura
E me humilham
Mas a felicidade...
Ha! esta ninguém me tira

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Abraços e Amassos

Adoro o abraço!
É mais quente que o beijo,
Mais fiel que as palavras
Tem mais razões que a verdade
E é cheio de fidelidade.

Um abraço é um amasso
Uma verdade que não é dita.
A convergência entre razão e emoção.
É um momento de emoção.

Para se abraçar
É necessário sentir
É preciso querer
Precede de olhos nos olhos
E borboletas na barriga.

Revendo suas fotos
E as palavras escritas
Me lembro do sussurro
E também daquele beijo.

Sinto a falta do seu cheiro
Mas este o vento me tras
Mas  a falta do abraço...
Desse não tem jeito,
É o que causa o meu desespero!

Para sempre me pergunto
E com tanta melancolia
Cadê o meu abraço?
Nossos amassos foram um fiasco?

domingo, 28 de julho de 2013

O Desabafo e a Metamorfose

Palavras e mentiras
Metamorfosearam o amor
No infinito e profundo desgosto
O palhaço andante
Caiu do alto prá dentro do poço.

Tolos são aqueles
Que pensam que enganam..
Óh! Grande esperteza da vulgaridade!

A traição vem à cavalo
E pertence ao próprio eu
Ninguém engana o outro
E a amargura se senti sã.

Embriagado pelo sistema
Se desfez e não vale nada.
Já não possui princípios
E me enoja a sua fala.

Armadura amargurada
É assim o coração
Me enjoo e sinto nojo
Do palhaço sem pudor


Na margem da vida

As margens de mim
Vi o mundo e a vida
Vi as estrelas
A lua nova
E o infinito

Os sabores
Os holocaustos
A ferrugem do amor

Viver
Sentir
Amar
E sorrir

As margens de mim
Vi o mundo e sorri
Abri os braços
E corri para o abraço

As margens de mim
Me desloquei da observação
Me tornei eu
Quando entrei no mais fundo dos rios
E me afoguei nas águas da felicidade...