quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Canção Nova

Namorei um menininho
Todo muito inho
Lavei casa e passei roupa
Eu fiz um pequetito
Passou logo aquele tempo
Veio vento, chuva pouca
E relento o tempo todo.

O menininho muito inho
Virou ninho e eu bati asas
Peguei o pequetito
Que de inho virou ão
Casei logo outra vez
Eu já não era mais um inho
E eu queria um avião.

Canção em desalinho

Enrola e desenrola
Vai e pára
Anda e desanda
Vive e revive
Namora e não ama
Gosta e afasta.

Viver e não ter
Ser sem sentir
A Lua e as trevas
O Sol e a Chuva

Sozinha e em grupo
Sincero e sútil
Viver sem ser
Eu e você

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Procura-se Matemático Brasileiro

Problemas e problemas...
Eu não quero calcular!
De palavras em palavras...
Eu agora vou falar!


Temos 1001 peças
Em noites de verão.
Temos águas até março
E o aperto no coração!


O Brasil tem mil problemas!
Mas o povo é bem alegre.
Quer a vida  sem transtornos
Bem bonita e bem feliz!

No país do carnaval
A matemática é bem rasteira...
Chega mesmo de mansinho
Quando ainda se é pequenino.

Quando cresce vira cálculo.
Seja I ou seja II.
Nossas contas viram bola.
Mas de lã e não de neve.
Nossa terra é muito quente!
E com gato prá brincar.

De problemas em problemas
vai enxurrada e passam fome.
De palavras em palavras
Denuncio aos montes.

Em um Brasil verde amarelo
Tem cantor e jogador.
Tem delegado que é mulher.
Tem até homem que é babá.

O que me falta nesta terra,
É aquele matemático.
Ir de problema em problema
E mostrar a solução!
Voltar pro verde e pro amarelo.
Sairemos do vermelho.

Tire o Brasil da brasa!
Viva o povo brasileiro!
Tire a dívida brasa mora!
Viva o Brasil inteiro!



Proletário

Desmiolado e desiludido.
Uma vida sem sentido.
Quando penso
E eu desejo,
Vivo assim
Bem desvivido.

Na luta diária
Não há regalia.
O pobre braveja
Mas é reprimido.

Uma vida sem sentido,
Uma luta omitida.
Depressiva é a vida
De  quem luta todo dia.

Segue em frente Companheiro!
E cuidado com o açoite!
Seja  dormindo ou na enxada,
Lembre-se do patrão e da foice.

Nosso símbolo bem em frente
Sempre lembra a nossa luta.
Nunca esqueça companheiro,
Do martelo e da foice!

Somos muitos  e reprimidos.
O grito, é sempre calado.
A revolta desmedida
Se impera na desgraça.

Homem pobre
E mulher mãe,
Nunca esqueçam da grandeza
Da revolta proletária!
Sempre tenham na cabeça,
O martelo e a foice!

Vermelho é o sangue  caído
Todo dia deste povo.
Chega de esmola tosca!
Chega de vida de aço!
Já não aguento ver,
Todo este grito que é calado!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Versos soltos

Em plena metamorfose da caixa surreal do viver..eis que ressurge...
Chama de amor, que queima e vem de dentro
Nitroglicerina para o corpo que erradia
Coração em sentinela
O Cérebro não dá conta...
A velha senhora já quase nem respira
Face tristonha
Magra por dentro
Obesa por fora
Já não lê
Já não se trabalha...
Aqui jaz um coração

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sua Face


Ana Carolina Ferreira

Assim como a mulher 
A Lua
Assim como a Lua
São as fases
Assim como as fases
A vida
Assim na minha vida
Você!