Será que posso ficar só?
Será que vivo em multidões?
Será que amo ou não amo?
Será que gosto do sumiço?
Tenho tudo o que desejo.
Logo penso e realidade vira.
Logo falo e ele já concorda.
Busca a vida e a família,
Em força bruta e em um beijo.
Ter certeza do que se sente
É cultivar flores sem temer espinhos.
Pensar de mais já dá fadiga.
E me entristeço ao ter respostas.
O que faz a poetisa
Que chora e sofre sem motivo?
Será que sinto saudades?
Será que a falta é do que nunca tive?
Ou será que o coração dele eu tive no passado?
Será que é saudades do que possuo?
Falta boba dos enamorados?
Um beijo beijado com carinho
Faz o coração chorar sentido dor
Descompromissado com o resto
Querendo o mundo e pedindo bis.
Palavras e palavras...
Foram mesmo todas mentiras?
Como pode destino ruim,
Eu estar certa onde eu não queria?
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Coração Em Desalinho
Será que é possível viver nas nuvens e morar no chão?
Será que é possível fazer poesia com pedras no coração?
Será que é possível viver com quem gosta da gente? (E a gente sei lá?!?)
Será que um verdadeiro anarquista pode ser fisgado no amor?
Será possível um homem viver feliz fugindo de todos os amores que surgem?
Seria possível dar chance para quem pisou na bola no passado?
Como posso viver com essas fugas que tanto me entristecem?
Palhaço, palhaço...peixe grande que um dia eu fisguei...vê se some ou aparece. Decida logo e bem rápido! Antes que eu morra ou enlouqueça.
Será que é possível fazer poesia com pedras no coração?
Será que é possível viver com quem gosta da gente? (E a gente sei lá?!?)
Será que um verdadeiro anarquista pode ser fisgado no amor?
Será possível um homem viver feliz fugindo de todos os amores que surgem?
Seria possível dar chance para quem pisou na bola no passado?
Como posso viver com essas fugas que tanto me entristecem?
Palhaço, palhaço...peixe grande que um dia eu fisguei...vê se some ou aparece. Decida logo e bem rápido! Antes que eu morra ou enlouqueça.
Reencontro Sem Encontro
Sabe aquele beijo? Aquele abraço? Aquela noite em que nada rolou mais que é inesquecível?
Tudo isto estava esquecido. Decidi deixar para lá...esta decisão é sempre a melhor quando não se importam com a gente. Mas basta um pouquinho de visão... o coração não rejeita aquilo que tanto deseja!
Num dia qualquer, com tudo em seu lugar...o céu bem azul, um sol bem gostoso, uma mente tranquila, lá de longe eu vi! Do vidro transparente um sorriso surgia...que belo sorriso e que olhos brilhantes! O dia era confuso, mas você parou o tempo, a correria e a nostalgia.
O mundo parou e o coração disparou. Do vidro um sorriso (que não era para mim), uma pessoa diferente e com a mesma essência...
Sabe o abraço que eu já não queria? Sabe o cheiro que eu já não sentia? Voltaram as noites que já não dormia...
Te encontro nos sonhos e em meus pensamentos, te dou boa noite e um belo bom dia!
Se não posso te ter já acho uma pena!
Te encontro em um sonho e em raros desejos...es minha erva daninha quando foges de mim...
Tudo isto estava esquecido. Decidi deixar para lá...esta decisão é sempre a melhor quando não se importam com a gente. Mas basta um pouquinho de visão... o coração não rejeita aquilo que tanto deseja!
Num dia qualquer, com tudo em seu lugar...o céu bem azul, um sol bem gostoso, uma mente tranquila, lá de longe eu vi! Do vidro transparente um sorriso surgia...que belo sorriso e que olhos brilhantes! O dia era confuso, mas você parou o tempo, a correria e a nostalgia.
O mundo parou e o coração disparou. Do vidro um sorriso (que não era para mim), uma pessoa diferente e com a mesma essência...
Sabe o abraço que eu já não queria? Sabe o cheiro que eu já não sentia? Voltaram as noites que já não dormia...
Te encontro nos sonhos e em meus pensamentos, te dou boa noite e um belo bom dia!
Se não posso te ter já acho uma pena!
Te encontro em um sonho e em raros desejos...es minha erva daninha quando foges de mim...
terça-feira, 26 de março de 2013
A Culpa do Navio
Navio negreiro.
De longe apita.
Trás homem, trás gente,
Trás ervas daninhas.
Trouxe vinho e água ardente.
Trouxe preconceito e sofrimento.
Trouxe samba, trouxe vida,
Capoeira bom de briga.
A cultura mora longe,
É bem longe de Portugal.
Um coloquio bem vivido
Trás magia e diversão.
Da chibata e do açoite
Vejo sempre o refrão
Uma rima mal vivida
Engasgou-se no porão.
O passado no museu,
O presente em minha casa,
O futuro vive ao lado.
Apitou agora o sino
Da indústria e da policia!
Corre o negro, minha gente,
Como pode ser vivida?
Uma vida como esta que repete a cada instante?
Vive avô, vive pai, tio, filho, irmão mulato.
Chega!
Basta!
Vassourinha!
Mande embora aquela gente
Que mete medo
E não tolera
Vive solto e sem hospício!
De longe apita.
Trás homem, trás gente,
Trás ervas daninhas.
Trouxe vinho e água ardente.
Trouxe preconceito e sofrimento.
Trouxe samba, trouxe vida,
Capoeira bom de briga.
A cultura mora longe,
É bem longe de Portugal.
Um coloquio bem vivido
Trás magia e diversão.
Da chibata e do açoite
Vejo sempre o refrão
Uma rima mal vivida
Engasgou-se no porão.
O passado no museu,
O presente em minha casa,
O futuro vive ao lado.
Apitou agora o sino
Da indústria e da policia!
Corre o negro, minha gente,
Como pode ser vivida?
Uma vida como esta que repete a cada instante?
Vive avô, vive pai, tio, filho, irmão mulato.
Chega!
Basta!
Vassourinha!
Mande embora aquela gente
Que mete medo
E não tolera
Vive solto e sem hospício!
Medo de Lobisomem
Porque na realidade, o sonho trás felicidade.
Mostra verdades de um mundo paralelo. Algo que só existe ali. Sonhar é como escutar flauta: eleva-se o espirito e te leva para outra dimensão.
Sonhos que se vão. Recordações do antes, do amor, das noites cinzas, da alegria e das paixões.
Lua, seja minha amiga, sempre que apareceste me leve para aquele mundo em que brota-se felicidade.
Lua, querida amada. Não sejas tão traiçoeira. Leve-me sempre para as mais ardentes alegrias.
Lua tão querida, refletida na face de outrem quase transforma o medo em ficção, o pesadelo em realidade...não querida Branca, venha trazer a beleza, a leveza, a proesa de um beijo que vive lá no sonho meu.
Não seja bandida Lua breve, engane o Sol, faça-o demorar a chegar. Leve o Sol para lá e mande para cá o amado querido que lá no sonho está.
Já não quero mais sonhar...não desejo mais chorar...volte para os meus braços querido meu! Que de querido tem muito e muito pouco é meu!
Mostra verdades de um mundo paralelo. Algo que só existe ali. Sonhar é como escutar flauta: eleva-se o espirito e te leva para outra dimensão.
Sonhos que se vão. Recordações do antes, do amor, das noites cinzas, da alegria e das paixões.
Lua, seja minha amiga, sempre que apareceste me leve para aquele mundo em que brota-se felicidade.
Lua, querida amada. Não sejas tão traiçoeira. Leve-me sempre para as mais ardentes alegrias.
Lua tão querida, refletida na face de outrem quase transforma o medo em ficção, o pesadelo em realidade...não querida Branca, venha trazer a beleza, a leveza, a proesa de um beijo que vive lá no sonho meu.
Não seja bandida Lua breve, engane o Sol, faça-o demorar a chegar. Leve o Sol para lá e mande para cá o amado querido que lá no sonho está.
Já não quero mais sonhar...não desejo mais chorar...volte para os meus braços querido meu! Que de querido tem muito e muito pouco é meu!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Os Segredos do Palhaço
Por Ana Carolina Ferreira e Adalto Mauricio
Eu palhaço?
Eu próprio,
mísero Homúnculo,
palhacium,
sou um desses muitos milhares
que desperdiça sorriso e olhares
Para sentir a primavera da vida
E os anos florescerem.
De tanto o meu coração insano e fiel buscar sentido,
Fantasie-me com cores e piadas,
Tentando achar a serenidade do céu,
Meus olhos de tão negros que eram se tornaram azuis.
Hoje muitos dizem que fadas e lagrimas consistem no desbravamento
De um palhaço...
mísero Homúnculo,
palhacium,
sou um desses muitos milhares
que desperdiça sorriso e olhares
Para sentir a primavera da vida
E os anos florescerem.
De tanto o meu coração insano e fiel buscar sentido,
Fantasie-me com cores e piadas,
Tentando achar a serenidade do céu,
Meus olhos de tão negros que eram se tornaram azuis.
Hoje muitos dizem que fadas e lagrimas consistem no desbravamento
De um palhaço...
Um palhaço fiel que vive sentidos e também a nostalgia
Individuo integro com suas utopias
As fadas porém buscam realizar os maiores desejos do palhaço
Palhaço amador, voraz e veloz
Pequeno em magia e imenso em ternura
As lágrimas o acompanham em eternas paisagens
As fadas ficam de longe tentando abrir passagem
O sol já se esconde
Deste olhar que tanto o intimida
Eis o palhaço e a vida
A fada e seu pesar
Eis a essência da vida
o amor e sua melancolia.
Adolescencia
Lá em cima do piano
Tem um copo de veneno...
Ser criança é muito bom!
Pega-pega sem parar.
Os adultos, esconde-esconde,
Não aproveitam a vida
Nem as oportunidades.
É um Samba lelê
De um crioulo muito doido.
Enquanto isso,
As crianças e o uni-duni-tê.
Salamê Lelê!
Um sorvete colorido
Amores divertidos
Quando cresce se balançam!
E o copo de veneno
Quem bebeu morreu.
Se és o adulto que pegou
O azar foi seu!!!
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