segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Metamorfoseando: Uma Tentativa de Explicar Senssações

Por Ana Carolina Ferreira

Das batalhas escandalosas , abençoadas são as mulheres.
Reféns do mais alto padrão capitalista, são responsáveis pelas mazelas do mundo.
Bem ou mal, mau ou bom; mulheres andam de calça e salto alto.

Saiões, batons vermelhos, unhas raras, cabelos longos ou curtos.
As mulheres exigem respeito as suas decisões. São a própria fúria popular!
O seu grito não é nostálgico, querem o gozo sem desaforo.

Donas do próprio corpo, não conseguem ainda fazer a sua vontade...
Satisfações impróprias e eficazes...
O homem ainda observa a mulher como acessório de consumo.

Se dá é inescrupulosa e vulgar, se não dá é a santa que com toda a certeza é a do pau oco.
Paus a guela abaixo, não é suportável a náusea que o machismo dá.
Caráter baixo, incapaz de estar lado a lado de sua companheira, a pseudo-esquerda e a direta (pobre ou rica) não entende a opressão.

Ser mulher requer coragem, vontade e postura suprema.
 Ser mulher nos dias de hoje é ser sublime e ser rara em seus excessos.


A Solidão da Rara Rosa


Ana Carolina Ferreira

A dor tem cor e tem cheiro.
A dor  tem apego e desalento.
A dor tem força e fraqueza.

No incio a dor era raiva
Era transtorno
Era maneira

Aí vira pressão,
Opressão
E auto-repressão

Em um dado momento,
E não sei dizer bem quando,
A dor vira solidão...
Perde o gosto... do sabor ao cheiro!
Vira angustia, silêncio e depressão...



domingo, 13 de julho de 2014

A Cor da Dor


Ana Carolina Ferreira 

Eu não sei quantas dores um abraço pode cobrir
Mas eu sei quantas alegrias e verdades me trazem um sorriso

Não sei quanta vaidade há hoje em seu olhar
Mas eu sei quanto te flertar me faz sonhar

Eu não sei quantas dores cabe em seu coração
Mas eu sei o quanto é grande minha ilusão

Se foi paixão, eu não sei
Se foi romance, eu não sei

Sei somente o livro interminável que eu sou
E amplitude do verso que sua vida se tornou...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sensações, Medos e Incertezas

A mudança e o desejo seguem juntos sempre em frente.
Finda verso e teoria, rezam gritos de alegria.
Passo a passo e pouco a pouco
Segue só em nostalgia
Finda flor em raios frigidos
Só nos resta rebeldia.

Sem tormento e  calor
Falta a fuga e amor
Com a dor se segue em frente
Mas perdido em seu rumo.

Vaidades deploráveis
Ser humano é pequeno
Grande pode ser a força
Mas a mente já o prende.

Seja certo ou errado
O batalhão é popular
Segue a fúria e o pavor
O rancor a pena dor.

Já não sei qual é o medo
Nem o preço a pagar
Pelo pão e pelo trigo.
Vou vivendo a duras penas...

Segue em frente companheiros
No concreto e na palavra
Já não se pede a terra
Pede força prá lutar.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ato I

No chão frio da nostalgia, lembrei de você livremente.
Deitei nua em terra fria, esperando findar meu desejo.

No alto da cidade,
Jaz amor e igualdade.
Soa um grito de arrepio!
E o vento a levar os fios loiros do meu cabelo.

O passado na memória atormenta o meu presente.
Sigo em frente com o sorriso e com o desejo sempre ardente.

Sobram notas, versos e refrão.
A vida logo findará.
Já não possuo muito tempo...
O que me resta sofro por ti...

Poeta disfarçado. coração acelerado carrega.
Vive de prosa e espanta os versos....
Fez de mim uma feliz amante.

Vago o mundo a te procurar.
E ao encontrar o seu cheiro ou a sua teoria,
Durmo feliz por três dias.

No chão frio da nostalgia
Um coração acelerado
E um sorriso amarelado...


terça-feira, 13 de maio de 2014

Capoeirista

De cordão e berimbau
Deu salto mortal e gingou capoeira.
Do agogô ao atabaque
Marcou a chegada e mandou se  benzê.

Sai de preto,
Uma mortalha.
Tem gingado
E bom papo.

Capoeira está perdido!
Seu amor e seu orgulho
Brigam muito
E essa batalha
Será a morte da verdade.

Capoeira bom de briga
É da paz bem mais que eu.
Não esqueça sua essência!
Seu campo vital
Verdadeiro eu.

O amor te cobra muito.
O desejo sempre vem.
Mas aquilo que é real
O orgulho não faz perder.

Capoeira vem na frente.
Não esqueça o ensinamento:
Humildade e disciplina
Se carrega na bagagem.

De viagem ou de passagem
Menino homem se perdeu.
Volte o foco ô capoeira!
Quem não sabe de você sou eu.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

SAMBA DE POETA

(Ana Carolina Ferreira)
(J.W.Papa)

Poeta quando morre,
vira samba!
Sem amor dentro peito...
Sofre de saudade,
somem os versos.
...
Poeta bom,
é poeta morto!
Entanto,
estou vivo.
Vivo?

Mas largado e sem nexo
Isso nem é viver!
Remoer o passado
guardado lá no fundo do peito,
trazer à tona as dores de viver.

Viver só de lembranças
é como não viver.
A manhã, turva fica!
O sol abraça a lua,
demora anoitecer!

Fazer poesia nesses tempos,
é como prenúncio de chuva na televisão:
Fortes raios e ventos à vista,
e chuva fria
desdizendo a previsão.