Jogo de cartas.
Homem bacana.
Meu Rei de Copas!
Perfeito Adão.
Quem é você?
Um velho desejo.
Cadê você?
Será meu oposto (?)
Meu Rei de Copas
Já tem Rainha
Ou será uma Dama?
(de companhia)
Meu Rei de Copas
Já possui Príncipe
Mas que estranho...
Meu Rei de Copas,
não tem Família Real...
...será ele feliz?
Sair do Castelo
Do seio materno
Fugir deste mundo...
Seria possível?
Buscar outra Dama..
E fazê-la Rainha?
Sou uma Dama
A Dama de Espadas
E me assemelho a Rainha
A Rainha de Copas
(Mas àquela da Alice)
Jogo de Cartas..
Cartas marcadas (?)
Olha o Rei!
Caiu o rei!
Em meu jogo ele está...
Aparece(u) por lá!
Jogo de Cartas
Jogo de Copas
Seria você,
jovem comunista,
o meu querido Rei de Copas?
Ser prepotente!
Jovem namorador!
Com posições diferentes das minhas!
Quanta audácia!
Insolente!
E ainda me encarando de frente!
- E se não for o comunista,
o seu jovem Rei de Copas?
- Cortem as cabeças!
domingo, 22 de abril de 2012
Tic-tac Solidão
Solidão.
Escuridão.
Solidão.
Escuridão.
Tic-tac.
Tic-tac.
Solidão.
Dia ensolarado.
Minha alma está sombria.
Tic-tac.
Tic-tac solidão.
O tempo passa e ela fica.
O mundo gira e eu parada!
Ignorante é o sentimento
que não percebe o meu tormento
de tê-lo por perto a todo momento.
Tic-tac.
Ora bolas
Vai embora sofrimento!
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac...blém!
Meio dia no relógio.
Meia noite no meu peito.
Céu aberto,
dia lindo,
trovoadas no meu peito.
Tic-tac
dia e noite
Tic-tac
ao relento
Tic- tac
Tempo bom
Tic-tac
Ai meu peito!
Tic-tac
Tic-tac
Tic
Escuridão.
Solidão.
Escuridão.
Tic-tac.
Tic-tac.
Solidão.
Dia ensolarado.
Minha alma está sombria.
Tic-tac.
Tic-tac solidão.
O tempo passa e ela fica.
O mundo gira e eu parada!
Ignorante é o sentimento
que não percebe o meu tormento
de tê-lo por perto a todo momento.
Tic-tac.
Ora bolas
Vai embora sofrimento!
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac...blém!
Meio dia no relógio.
Meia noite no meu peito.
Céu aberto,
dia lindo,
trovoadas no meu peito.
Tic-tac
dia e noite
Tic-tac
ao relento
Tic- tac
Tempo bom
Tic-tac
Ai meu peito!
Tic-tac
Tic-tac
Tic
Iguais em ser diferente
Dois amores.
Duas vidas.
Mas quais amores? E quais vidas?
Tão distantes... tão distintos.
Tão iguais no ser diferente.
Dois futuros vereadores... Dois grandes dirigentes (?).
Um é da direita.
Já outro, é da esquerda.
Quanta sagacidade!
Quanta vitalidade!
Como são bons na oratória!
E como convencem!
Políticos com um jeito sexy jovial invejável.
Um já procriou,
o outro quer procriar.
E eles já se procriaram de tantas formas...
Um eu abraço.
O outro eu rejeito.
Abraço o da direita e rejeito o da esquerda.
(O medo de me apaixonar pelo da esquerda é tanto que eu opto em andar lado a lado com o inimigo)
Direita.
Esquerda.
Direita.
Esquerda.
Minha direita.
Minha esquerda.
Direita.
Esquerda.
Direita.
Esquerda.
Quão distante vocês conseguem de mim estar?
Direita.
Esquerda.
Direita.
Esquerda.
Direita.
Esquerda.
Qual o tipo de militarismo o amor me permite no Brasil?
Um luar em BH
Hoje é terça-feira, e presencio uma lua iluminada. Sim. Hoje está uma bela noite na minha cidade. Há lindas estrelas no céu, bares cheios e pessoas felizes.
Sim. É uma bela noite. Talvez a noite de outono mais linda que já presenciei.
Pessoas felizes em uma Selva de Pedras...meras mascaras que a própria noite solicita que colocamos. Ser feliz em uma sociedade onde nem conseguimos escutar o outro...felicidade mórbida, falsa e pávida!
Amanhã estarão todos tristes, estressados no trânsito, perdidos na multidão porque são todos solitários, mesmo estando encaixotados e amontoados.
Não somos capazes de preservar a vida humana, quem dirá a natureza. Como exigir limpeza do espaço se não conseguimos fazer limpeza na própria alma? Perceber e valorizar a beleza do campo é gritar desesperadamente para não permanecer amontoado na cidade grande.
Mas sim. Hoje está uma bela noite em BH.
O Botão do foda-se para o amor
Ai...o amor...que nasci não sei onde, progride fazendo não sei o quê e repentinamente termina. Mas, será mesmo que termina? Será que o amor simplesmente não fica na calada, escondido no peito, para depois se transformar em outro sentimento?
TRANSFORMAÇÃO, palavra que rege as situações/ relações humanas. Refletir sobre a transformação acaba por ser algo bem interessante. Afinal, como deve ser uma transformação total da vida?Será que existe alguém realmente preparado para uma virada de 180°?
Viver é tomar decisões e torcer para que estas sejam as certas. Por mais clichê que seja dizer isso, parece-me que o importante é mesmo arriscar. E arriscar acaba sendo um grande desafio.
Mas...porque mesmo temos tanto medo de arriscar e tomar decisões? Precisamos perceber que tomar decisões é algo que ocorre a todo momento em nossas vidas. Quando não tomamos decisões, alguém as tomam por nós, e, se as decisões são tomadas em tempo integral, significa portanto que arriscamos em tempo integral.
Terminar um relacionamento significa arriscar a felicidade sem aquele alguém. Se prender a este alguém, mesmo após o término é também uma opção, e uma das piores, porque aí o risco é de se prender ao passado.
Por que o medo de terminar um relacionamento? Por que o medo de se arriscar com um ser novo? Por que o medo de decidir entre uma pessoa e outra? Por que o medo de financiar dividas? Por que o medo de arriscar uma proposta nova de trabalho? Por que de tantos porquês? Será que do mesmo modo que, por muitas vezes, fazemos a crítica pela crítica, temos também o medo pelo medo?
Pensando bem, que tal fazermos igual a Gonzaguinha...
" Viver e não ter a vergonha de ser feliz..."
...até porque, o principal porque é respondido assim:
" O importante mesmo é apertar o botão do foda-se e ser feliz!"
E ser feliz também é uma opção!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Mais uma de imposição...
Brigas de grupos.
Brigas de trilhas.
Briga de rua.
Rumos sem trilha.
Será que os vários movimentos sociais e estudantis são hipócritas,
ou será que o capitalismo deixa a utopia hipócrita?
Símbolos,
marchas,
anéis e alianças...
por onde será que anda o Brasil?
Brigas de trilhas.
Briga de rua.
Rumos sem trilha.
Será que os vários movimentos sociais e estudantis são hipócritas,
ou será que o capitalismo deixa a utopia hipócrita?
Símbolos,
marchas,
anéis e alianças...
por onde será que anda o Brasil?
Crise na Ópera
Disseram por aí que as dores passam por que a vida, na realidade, é um filme sem fim.
Prefiro mesmo compará-la a uma ópera. Começa tranquila, chega no clímax, onde a emoção conseguimos sentir lá dentro do peito...uma confusão de sentimentos e tormentos. Da tranquilidade, serena como somente ela poderia ser, ao nebuloso sentimento...qual seria o pior deles? Dor, ódio...paixão?
Os três minutos de ação, são quase minha vida inteira. O final da ópera deixa um certo alívio, mas saímos de lá como se algo nos faltasse...como um seriado que jamais possui um fim, porém, com um crédito de não ser norte americano.
No final tudo dá certo...ou não...acreditar nisso vai depender muito mais da sua corrente filosófica do que da crença na sabedoria popular.
A dor pode até ser uma dádiva, já escutou falar em uma ópera ruim?
Mas no fim, voltamos sempre para dentro de nós e procuramos entender e aprender com o erro demonstrado.
Quase fuzilador, acredito que a dor é uma ópera da vida real...
O meu eterno paradigma...gosto de ópera, mas não da dor....
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